
Foto: Site Familia.com.br
Realmente, o papo é quente, mas o contexto é frio... Frio no distanciamento que temos com nossos instintos de vida, sejam eles desejos ou vontades ou mesmo energia que precisamos ter no dia-a-dia com nosso bebê, com nosso marido, com nossos familiares, amigos, com nossa casa e, por fim, com a gente mesmo! Pois é, estamos no fim da lista, mas sempre as primeiras a serem cobradas, cobradas por toda esta cadeia que citei, mas não necessariamente na mesma ordem.
De acordo com o Wikipedia libido (do latim, significando "anseio ou desejo") é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. Mas conforme Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais. "Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados" (1905a, livro 2, p. 113 na ed. bras.). A libido apresenta uma característica importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área de atenção para outra. No campo do desejo sexual está vinculada a aspectos emocionais e psicológicos. Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
São vários os desejos, mas que na verdade, nos faltam! Falta à mãe esgotada por não dormir bem em nenhuma noite desde que seu bebê nasceu, falta à mãe que amamenta, falta à mãe que não tem compreensão e sequer alguma ajuda do companheiro, falta à mãe que trabalha, à mãe que cuida da casa, à mãe que tem marido... Opa! Como assim? Pois é. Esta última afirmação está no cerne da questão deste post. As necessidades ou desejos no período inicial materno ou o tal do puerpério (denominação da fase pós-parto, em que a mulher experimenta mudanças físicas e psíquicas, que podem durar mais de ano), são diferentes da do pai. Conversando com várias mamães de grupos distintos e percebi que este é um assunto que todas se interessam e, até com certo tabu, mas se vêem nesta condição. Enquanto os nossos hormônios estão se movimentando em nós, nos deixando mais ou menos aceleradas, mais ou menos loucas, menos libidinosas, mais cansadas, mais estressadas, os do nosso marido continuam os mesmos, seguindo a mesma ordem linear (sem grandes preocupações - amamentação está boa? A alimentação também? Está medicando-o na hora certa, levá-lo e buscá-lo no berçário no horário, não dorme, por que? Aí vemos um conflito. Enquanto nós enlouquecemos, eles nos cobram ou nos colocam na berlinda (indiretamente ou sutilmente) ou mesmo nos dão indiretas sobre a disposição sexual... Aí que está, eles são compreensíveis e não precisamos nos cobrar a nada! Mesmo assim nos cobramos e nos sentimos no direito de ceder mesmo sem vontade... Ahhhh! Para tuuudoooo!!! Já que não somos obrigadas, então, nos posicionemos para ficar na nossa, no nosso momento anti-libido e pronto! E não venham com uma de que, "ah, mas homem é diferente". Por isso mesmo! Mais um motivo para ELES nos entenderem e nos respeitarem neste momento que é tão atribulado de emoções e sensações!
Segundo o meu maravilhoso G.O. de Campinas, Dr. Marcos Carvalho Ferreira, essa é uma fase que o Papai do Céu fez, para que a mamãe fique mais voltada ao seu filhote e que o papai deve entender isto, pois logo passa e a vida sexual retoma seu ciclo... Meu marido estava junto e ouviu a mensagem. Que ótimo! rsss
Agora, seria interessante todos os papais saberem disso... Também há um texto muito bacana que uma mãe querida me enviou e que disponibilizo aqui para vocês.
Bora partir para o próximo post da Mãe Real, parte 10. rssss
bjocas e até lá, Mamis antenada!





