quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Libido... Existe isso na maternidade?


Foto: Site Familia.com.br
Realmente, o papo é quente, mas o contexto é frio... Frio no distanciamento que temos com nossos instintos de vida, sejam eles desejos ou vontades ou mesmo energia que precisamos ter no dia-a-dia com nosso bebê, com nosso marido, com nossos familiares, amigos, com nossa casa e, por fim, com a gente mesmo! Pois é, estamos no fim da lista, mas sempre as primeiras a serem cobradas, cobradas por toda esta cadeia que citei, mas não necessariamente na mesma ordem. 
De acordo com o Wikipedia libido (do latim, significando "anseio ou desejo") é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. Mas conforme Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais. "Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados" (1905a, livro 2, p. 113 na ed. bras.). A libido apresenta uma característica importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área de atenção para outra. No campo do desejo sexual está vinculada a aspectos emocionais e psicológicosSanto Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
São vários os desejos, mas que na verdade, nos faltam! Falta à mãe esgotada por não dormir bem em nenhuma noite desde que seu bebê nasceu, falta à mãe que amamenta, falta à mãe que não tem compreensão e sequer alguma ajuda do companheiro, falta à mãe que trabalha, à mãe que cuida da casa, à mãe que tem marido... Opa! Como assim? Pois é. Esta última afirmação está no cerne da questão deste post. As necessidades ou desejos no período inicial materno ou o tal do puerpério (denominação da fase pós-parto, em que a mulher experimenta mudanças físicas e psíquicas, que podem durar mais de ano), são diferentes da do pai. Conversando com várias mamães de grupos distintos e percebi que este é um assunto que todas se interessam e, até com certo tabu, mas se vêem nesta condição. Enquanto os nossos hormônios estão se movimentando em nós, nos deixando mais ou menos aceleradas, mais ou menos loucas, menos libidinosas, mais cansadas, mais estressadas, os do nosso marido continuam os mesmos, seguindo a mesma ordem linear (sem grandes preocupações - amamentação está boa? A alimentação também? Está medicando-o na hora certa, levá-lo e buscá-lo no berçário no horário, não dorme, por que?  Aí vemos um conflito. Enquanto nós enlouquecemos, eles nos cobram ou nos colocam na berlinda (indiretamente ou sutilmente) ou mesmo nos dão indiretas sobre a disposição sexual... Aí que está, eles são compreensíveis e não precisamos nos cobrar a nada! Mesmo assim nos cobramos e nos sentimos no direito de ceder mesmo sem vontade... Ahhhh! Para tuuudoooo!!! Já que não somos obrigadas, então, nos posicionemos para ficar na nossa, no nosso momento anti-libido e pronto! E não venham com uma de que, "ah, mas homem é diferente". Por isso mesmo! Mais um motivo para ELES nos entenderem e nos respeitarem neste momento que é tão atribulado de emoções e sensações!
Segundo o meu maravilhoso G.O. de Campinas, Dr. Marcos Carvalho Ferreira, essa é uma fase que o Papai do Céu fez, para que a mamãe fique mais voltada ao seu filhote e que o papai deve entender isto, pois logo passa e a vida sexual retoma seu ciclo... Meu marido estava junto e ouviu a mensagem. Que ótimo! rsss
Agora, seria interessante todos os papais saberem disso... Também há um texto muito bacana que uma mãe querida me enviou e que disponibilizo aqui para vocês.
Bora partir para o próximo post da Mãe Real, parte 10. rssss
bjocas e até lá, Mamis antenada!

Libido... Existe isso na maternidade?


Foto: Site Familia.com.br
Realmente, o papo é quente, mas o contexto é frio... Frio no distanciamento que temos com nossos instintos de vida, sejam eles desejos ou vontades ou mesmo energia que precisamos ter no dia-a-dia com nosso bebê, com nosso marido, com nossos familiares, amigos, com nossa casa e, por fim, com a gente mesmo! Pois é, estamos no fim da lista, mas sempre as primeiras a serem cobradas, cobradas por toda esta cadeia que citei, mas não necessariamente na mesma ordem. 
De acordo com o Wikipedia libido (do latim, significando "anseio ou desejo") é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. Mas conforme Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais. "Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados" (1905a, livro 2, p. 113 na ed. bras.). A libido apresenta uma característica importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área de atenção para outra. No campo do desejo sexual está vinculada a aspectos emocionais e psicológicosSanto Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
São vários os desejos, mas que na verdade, nos faltam! Falta à mãe esgotada por não dormir bem em nenhuma noite desde que seu bebê nasceu, falta à mãe que amamenta, falta à mãe que não tem compreensão e sequer alguma ajuda do companheiro, falta à mãe que trabalha, à mãe que cuida da casa, à mãe que tem marido... Opa! Como assim? Pois é. Esta última afirmação está no cerne da questão deste post. As necessidades ou desejos no período inicial materno ou o tal do puerpério (denominação da fase pós-parto, em que a mulher experimenta mudanças físicas e psíquicas, que podem durar mais de ano), são diferentes da do pai. Conversando com várias mamães de grupos distintos e percebi que este é um assunto que todas se interessam e, até com certo tabu, mas se vêem nesta condição. Enquanto os nossos hormônios estão se movimentando em nós, nos deixando mais ou menos aceleradas, mais ou menos loucas, menos libidinosas, mais cansadas, mais estressadas, os do nosso marido continuam os mesmos, seguindo a mesma ordem linear (sem grandes preocupações - amamentação está boa? A alimentação também? Está medicando-o na hora certa, levá-lo e buscá-lo no berçário no horário, não dorme, por que?  Aí vemos um conflito. Enquanto nós enlouquecemos, eles nos cobram ou nos colocam na berlinda (indiretamente ou sutilmente) ou mesmo nos dão indiretas sobre a disposição sexual... Aí que está, eles são compreensíveis e não precisamos nos cobrar a nada! Mesmo assim nos cobramos e nos sentimos no direito de ceder mesmo sem vontade... Ahhhh! Para tuuudoooo!!! Já que não somos obrigadas, então, nos posicionemos para ficar na nossa, no nosso momento anti-libido e pronto! E não venham com uma de que, "ah, mas homem é diferente". Por isso mesmo! Mais um motivo para ELES nos entenderem e nos respeitarem neste momento que é tão atribulado de emoções e sensações!
Segundo o meu maravilhoso G.O. de Campinas, Dr. Marcos Carvalho Ferreira, essa é uma fase que o Papai do Céu fez, para que a mamãe fique mais voltada ao seu filhote e que o papai deve entender isto, pois logo passa e a vida sexual retoma seu ciclo... Meu marido estava junto e ouviu a mensagem. Que ótimo! rsss
Agora, seria interessante todos os papais saberem disso... Também há um texto muito bacana que uma mãe querida me enviou e que disponibilizo aqui para vocês.
Bora partir para o próximo post da Mãe Real, parte 10. rssss
bjocas e até lá, Mamis antenada!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Maternidade "Para-Elas"

Mamães para-atletas 
As Paralimpíadas Rio 2016 contribuíram para um novo olhar sobre os paralímpicos, suas dificuldades e sobretudo, suas conquistas! Dos 287 atletas, 102 são mulheres, além de 23 (acompanhantes (atletas-guia, calheiros e goleiros). E dentre elas, há mamães que também mostraram sua determinação durante os jogos.
 




Fernanda Sant Ana Prazeres, 35 anos, mãe do lindo Miguel (1 ano e meio), tem Atrofia Muscular Espinhal (AME), Sabrina Lage, 37 anos, mãe da graciosa Catharina Rosa (8 meses), e Ana Paula de Souza Marra, 34 anos, mãe da fofura Julia (3 meses), têm deficiência auditiva. Cada uma dessas mães tem um tipo de deficiência, mas assim como outras mamães, como as atletas paralímpicas do Rio 2016, são portadoras da mesma história: de superação. 
Sabrina e a fofa Catharina
Elas fazem parte do universo de 25,8 milhões de mulheres no Brasil (Censo IBGE 2010), ou 26,5% da população feminina, que ainda hoje enfrentam preconceitos, mas não se intimidam frente aos desafios. São mulheres de garra, que não estiveram nos estádios olímpicos para competir uma dentre as mais de 25 modalidades, mas correm uma maratona cotidiana para vencer até seus próprios medos.
Nesta corrida, a maternidade apareceu para lhes atribuir uma força maior à adaptação à condição de ser mãe e a descoberta do instinto materno. A cada choro ou movimento do bebê, um olhar diferenciado surge. A reorganização mental e o sentimento instintivo tornam-se imediatos. É como conta a funcionária pública Sabrina, “
um dos meus maiores temores como mãe surda é não saber identificar os diferentes sons de choro da minha filha. Choro de fome, de dor, de querer ser acolhida... Quando a Catharina tinha um mês e meio começou a chorar muito. Evacuava muito, se contorcia toda e golfava fortemente. Só fui saber que era diarréia, dias depois. Era um sofrimento vê-la assim sem ter o que fazer, a não ser dar muito colo e peito”.
Sem saber como driblar a situação, mas com o coração aberto, Sabrina recorreu a uma doula, que prontamente lhe ajudou a ter maior percepção de suas habilidades maternas. “Ela chegou em casa e perguntou onde estava a minha segurança, que eu demonstrava tanto, e por que tinha evaporado. E que eu era mãe e tinha que seguir minha intuição materna. Fiquei sem argumentos! Não é que minha doula tinha razão? Era só 'ouvir' minha intuição materna que ficava tudo bem!”, relata, demonstrando bom humor.
Ana Paula e a esperta Julia
A analista de RH Ana Paula, também tem a mesma preocupação da Sabrina, porém, lembra que foi desde a gestação. Sua deficiência auditiva é grau leve e foi acometida na infância, muito provavelmente devido ao uso excessivo de antibióticos, segundo ela. “Durante toda a gravidez me preocupei em saber como seria minha rotina com a Julia, como ia fazer para conseguir ouvi-la e não deixar nada acontecer com ela. Pensando nisso, deixo-a sempre o mais próximo de mim para conseguir ouvir seu choro e até os ´miados´”, explica, rindo.
Esta preocupação é recorrente das mães com algum tipo de deficiência. Assim como os técnicos e jogadores nos jogos paralímpicos, elas também buscam alternativas e estratégias para encarar as adversidades. “Graças a Deus a tática tem dado super certo! Às vezes acho que depois que ela nasceu estou até ouvindo um pouco melhor. (risos) Na verdade não estou ouvindo melhor. É meu instinto materno que sabe quando meu bebê precisa de mim”, brinca.
Além do instinto materno, Sabrina adotou outras formas de reconhecimento e aos poucos foi identificando as necessidades da Catharina pelas expressões faciais, pelo tipo de movimento da boca e da língua. “Comecei a compreendê-la pelo choro que passou a ser uma forma da gente se comunicar”, diz.
Neste time de campeãs, a bancária Fernanda também está no pódio, pela fé e perseverança que a maternidade lhe conferiu. Sua AME, de origem genética, caracteriza-se pela atrofia muscular secundária à degeneração de neurônios motores (há fraqueza nos músculos, dificuldades de deglutição e respiratórias), o que a empurrou para uma cadeira de rodas. Entretanto, a doença não a derrubou. Após dez anos de casada com o servidor público federal Luís Eduardo, também portador de deficiência, decidiu ter um bebê. Ela aponta que o amadurecimento foi importante para tomar esta decisão.
Fernanda e o sapeca Miguel

“Após terminar a faculdade, curtirmos a vida a dois, com viagens, etc, nos preparamos para sermos pais. Não sou uma cadeirante qualquer. Também não tenho força nos braços. Dependo de alguém pra tudo. Quando o Miguel nasceu, saudável e lindo, foi a melhor experiência da minha vida, mas ao mesmo tempo a mais difícil. Foi complicado pegar ele no colo. Estava muito fraca. Não tinha força para amamentá-lo. Ele não pegava o peito. Mas não desisti. Meu marido segurava um braço, minha mãe o outro e com muita luta deu certo. Depois amamentei deitada, o que facilitou bastante pra nós”, partilha.


Chegar ao pódio
Entre um caminho e outro, as “para-mães” vão ultrapassando barreiras físicas assim como nas Paralimpíadas, para chegarem mais próximas ao pódio da maternidade, ao vencer os desafios, com a ajuda de familiares e amigos. As limitações se tornaram menores do que são. “Sei que tenho que conviver com algumas dificuldades, as quais tento superar a cada dia. Ainda estou em busca da melhor forma de cuidar da minha filha. Estou superando minhas dificuldades diárias pelo bem estar dela. Estou sendo simplesmente mãe. Ainda me preocupo em como ela vai lidar com isso. Mas acredito que aos poucos vamos nos adaptando e tudo vai dar certo”, resigna Ana Paula.
Sabrina e Fernanda, ressaltam que a alegria de ser mãe excede as complicações cotidianas enfrentadas por elas e as motiva a viver bem cada dia. “Hoje, o Miguel ajuda a empurrar a cadeira de rodas, pega meu chinelo pra ajudar, quer pilotar a cadeira (que é automatizada)... Brincamos e nos divertimos do nosso jeito... Ele já sabe que não consigo pegá-lo do chão para o colo, então ele não pede. É muito esperto. Além disso, está sendo um desafio educá-lo pois não posso correr, pegar, dar uma palmada se necessário (risos). Nossa relação é baseada no olhar. Aos poucos chego lá. É muito difícil ser mãe, principalmente uma mãe cadeirante. Muitos desafios, muitas dificuldades. Mas é tão gratificante ver meu filho correndo, pulando, brincando e saber que ele já entende minha condição e faz de tudo pra me ajudar. Isso torna a tarefa mais fácil. Além disso, a mãe cadeirante precisa de muito apoio. Tive e tenho, com a graça divina, da minha mãe e do meu marido que são excelentes. Enfim, eu era uma cadeirante feliz. Hoje, sou uma mãe cadeirante feliz e plena. Ter meu filho nos braços, sentir o cheirinho dele é maravilhoso! Deus foi muito generoso comigo e agradeço todos os dias por isso!”, exclama Fernanda, muito animada.

O apoio da família, sobretudo, do marido, é muito importante

Aliás, este ânimo e o bom humor é visível nestas mamães. Suas experiências compartilhadas aqui se entrelaçam com as histórias de superação das mães que participaram dos 11 dias das Paralimpíadas Rio 2016, vislumbrando um novo horizonte, de esperanças e superações advindas com o tempo e que servem como exemplo para outras mulheres. Elas nos mostram que acreditar em si, em um Deus (ter fé) e lutar pela vida é sinônimo de vitória. Assim, nota-se que não há limites para o amor de mãe. E o atletismo é feito com o coração.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Uma especialização, sem estereótipos

Saúde, Economia, Logística, Psicologia, Comunicação, Estética, Moda, Decoração, Organização de Eventos, Gastronomia, Design de Interiores, Serviços Gerais, Música e por fim, Administração. Ufa! E ainda dizem que ser mulher é mole... Já parou pra pensar que podemos entender de tudo isso um pouco? E também que usamos metodologias e técnicas dessas disciplinas no cotidiano para resolver questões que envolvem nossos filhos, nossa família?
Pois bem, isso tudo junto e misturado à vida de uma mulher com filho forma a especialização mais completa e antiga do mundo: ser mãe!
Sim, esta é uma especialidade que engloba todas as anteriores! Da concepção até a criação de um filho, toda mamãe busca respostas para suas milhões de perguntas. E este espaço foi criado para ajudar nesta busca. Em cada post trarei um assunto relacionado ao ser mãe.
Aqui também será um espaço para trocas e um canal para tratarmos o ser mãe sem maquiagens, sem estereótipos! Fique à vontade para compartilhar a sua experiëncia e ajudar outras mamães nessa difícil tarefa de cuidar de si e de um outro serhumanozinho tão dependente, como diz uma das minhas irmãs, a Lucila.
No próximo, abordarei a desconstrução da condição romanceada que a sociedade criou sobre ser mãe, e nos próximos posts ainda trarei links de informações que precisamos ter em nosso celular, notebook, tablet, ipad para consultar...
Trarei dicas, pitacos e afins relacionados ao outro lado de Ser Mãe.

(Fotos extraídas da internet, exceto a minha...rssss)

beijocas e até lá, gata mãe!
Erika Blaudt